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dez 08
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Recebi de um amigo por e-mail o texto a seguir, que reproduzo na íntegra:

UMA VERDADE SOBRE ORKUT

Texto de autoria de Marco André Vizzortti

Professor de Informática da USP

Dêem em uma pausa e reflitam sobre a verdade do que está escrito abaixo.

O ORKUT apareceu como uma forma de contatar amigos, saber notícias de quem está distante e mandar recados. Hoje está sendo utilizado com o propósito de, creio ser o seu maior trunfo, obter informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira. Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve? Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade, de forma tão irresponsável e leviana. Por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados? Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros? Já te abordaram num barzinho, dizendo que te conhecia faz tempo?
Já foi a festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém?
Pois é. Ta tudo lá. No ORKUT. Com cinco minutos de navegação eu sei que você tem dois filhos,
tem um namorado, estuda no colégio tal, freqüenta cinemas. E o melhor de tudo, com uma foto na mão, identifico seu rosto em meio a multidões, na porta do seu trabalho, no meio da rua.
Afinal, já sei onde você está. É só ler os seus recadinhos.

Faço um pedido: Quem quiser se expor assim, faça-o de forma consciente e depois não lamente, nem se desespere, caso seja vítima de uma armação. Mas poupe seus filhos, poupe sua vida Íntima.
O bandido te ligou pra te extorquir dinheiro também porque você deixou. A foto dos meninos estava lá. Teu local de trabalho estava lá. A foto do hotel 5 estrelas na praia estava lá. A foto da moto que está na garagem estava lá. Realmente somos um povo muito inocente e deslumbrado.
Por enquanto, temos ouvido falar de ameaças a crianças e idosos. Até que um dia a ameaça será fato real. Tarde demais. Se você me entendeu, ótimo!

Reveja sua participação no ORKUT , ou ao menos suprima as fotos E imagens de seus filhos menores
e parentes que não merecem passar por situações de risco que você os coloca. Se acha que não tenho razão, deve se achar invulnerável. Informo que pessoas muito próximas a mim e queridas
já passaram por dramas gratuitos, sem perceber que tinham sido vítimas da própria imprudência.
A falta de malícia para a vida nos induz a correr riscos desnecessários. Não só de ORKUT vive a maioria dos internautas. Temos uma infinidade de portas abertas e que por um descuido
colocamos uma informação que pode nos prejudicar. Não conhecemos a pessoa ou as pessoas que estão do outro lado da rede.. O papo pode ser muito bom, legal. Mas disponibilizar informações a nosso respeito pode se tornar perigoso ou desagradável. Portanto, cuidado ao colocar certas informações na Internet.

PS:- Passe a todos que você conhece e que utiliza o ORKUT, 1Grau, Gazzag, NetQI, Blogs, Flogs, Skype etc… para que todos Tenhamos consciência sobre o assunto e possamos colaborar com a diminuição do crime.

Marco André Vizzortti*
Professor de Informática da USP

Em tudo dai graças a Deus!

O texto pode ter sim algumas verdades, mas tem também alguns equívocos:

  1. Não sei dizer porque só no Brasil o Orkut teve a repercussão que teve, mas sei que os americanos e muitas outras populações usam o Facebook e outras redes sociais da mesma forma que os brasileiros usam o Orkut, então no fundo é a mesma coisa e não é exclusividade dos brasileiros.
  2. A história do falso seqüestro é velha e não atinge só usuários do Orkut, visto que eles costumam telefonar aleatóriamente e muitas vezes “seqüestraram” o filho de quem nem tem filho.
  3. As fotos não precisam ficar abertas para todos, é possível configurar as permissões para que apenas seus amigos as vejam, aliás, agora dá até para configurar quais dos seus amigos podem vê-las.
  4. Os recados também podem ser configurados para não serem lidos por estranhos, o mesmo vale para outros dados pessoais.
  5. O local de trabalho do suposto “Professor de Informática da USP” eu também já saberia, sem precisar do Orkut.
  6. Uma rápida busca pela plataforma Lattes diz que não foi encontrado nenhum “Marco André Vizzortti”. Sendo ele professor da USP é de se esperar que ele tivesse um currículo Lattes. Seria o tal professor tão paranóico a ponto de não ter nem um currículo Lattes? Procurando também o nome dele no Google os únicos textos que aparecem são relacionados a esse texto sobre o Orkut. Como será que ele chegou a professor da USP sem ter qualquer artigo publicado? E considerando que a USP não dá cursinhos de “informática”, é estranho que ele tenha se identificado dessa forma. O mais provável é que ele teria se identificado como professor de “computação” ou especificando o instituto em que trabalha. Diante disso tudo, creio que é grande a probabilidade de que esse professor tenha sido simplesmente inventado para tentar dar alguma credibilidade a esse texto, assim como acontecem nos “hoax”.

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escrito por Fabricio \\ tags:


2 Respostas para “Uma verdade sobre o Orkut (vinda de alguém de mentira?)”

  1. 1. CaioNo Gravatar Diz:

    Bom, acho que tem alguns problemas no texto sim, como os apontados por você. Ainda sim, acredito que o espírito do texto é extremamente coerente. É fato que as pessoas se expoem muito no Orkut (não só no Orkut, nem muito menos só no Brasil), e muitas veses isso pode sim trazer um problema grave de privacidade, e em alguns casos até de segurança. Pode ser que tenham maneiras de controlar quem ve o que no seu perfil, mas ninguém está a salvo. Uma coisa que acho que não ficou clara ainda para a maioria dos usuários de internet é que a esmagadora maioria das coisas feitas na rede, embora aparentem que não, são permanentes e em geral irreversíveis. É aquela velha história: uma vez na rede, não da mais pra tirar.

    As veses seus próprios amigos (amigos de verdade sem nenhuma má intenção) podem acabar te expondo, sem nem mesmo perceber. Por exemplo, só pode ver seu perfil no Orkut quem você deixar. Seu amigo é um desses que você deixa. Você pergunta o telefone de alguem, e ele passa por scrap. Logo em seguida, você deleta o scrap, mas envia um scrap para ele confirmando o número. Pronto, o seu perfil é bloqueado, mas e o dele? E se não for? E se o seu amigo não estiver no computador na hora para deletar o scrap? Qualquer um que olhar o perfil dele vai ver o telefone que você enviou. É claro que é um exemplo pouco provável, mas é uma coisa que pode sim acontecer, e serviu como prova de que por mais que você ache que está seguro, nem sempre você está.

    Acredito que essa mensagem tem sim um grau de realidade, mas é também um tanto sensacionalista.

    Não sou professor de nada, não tenho diploma em nada, sou estudante do ensino médio. Leia quem quiser, acredite se quiser, mas caso seja um usuário de Orkut (eu não uso, por escolha própria. Não acho que é por aí que as coisas vão… Redes sociais são legais até um ponto. Até o ponto em que viram sua vida social resumida em uma página da internet)

  2. 2. FabricioNo Gravatar Diz:

    Estou de acordo com seu comentário Caio. Inclusive acho que a grande maioria das pessoas faz muito mal uso do Orkut, usando recados (scraps) para muita coisa que poderia e deveria ser dita por e-mail. Pior, muita gente acaba usando a ferramenta de depoimento para mandar recados privados, e não é raro ver alguém que acabou aceitando um desses recados e expondo quem enviou. E aí não adianta reclamar com quem aceitou, já que o erro maior é de quem enviar o “depoimento” em vez de simplesmente usar o e-mail.

    O que me irrita mesmo é condenarem uma ferramenta que é útil para encontrar pessoas e formar comunidades para discutir e postar informações úteis, por causa de alguns desocupados (alguns não, infelizmente é a maioria) que só utilizam para fuxicar a vida alheia, dentre outros usos ainda piores.

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