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ago 18 2015

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F-Zero – Super Nintendo (SNES)

F-Zero foi o primeiro jogo que vi rodando em um Super Nintendo. Imediatamente se tornou um de meus favoritos. Gosto muito de jogos de corrida, e esse foi realmente inovador. É um dos primeiros jogos do Super Nintendo, e explora muito bem o Mode 7, recurso do console que permite rotacionar e distorcer texturas, criando gráficos que parecem tridimensionais.

Na época eu ainda tinha meu primeiro Sega Genesis (o Mega Drive dos EUA), além de um Master System e meu primeiro Atari 2600, que estavam encostados. Apesar de ter ficado impressionado com o F-Zero, ainda continuei fiel ao Sega Genesis por mais um bom tempo. Depois me lembro que veio a época de alugar o Super Nintendo. Foi só com o lançamento do Street Fighter II para o Super Nintendo, e a intensificação dos aluguéis de console é que meus pais resolveram me dar um Super Nintendo, porém condicionado à venda dos outros três consoles :(.

F-Zero - Super Nintendo (SNES)

F-Zero – Super Nintendo (SNES)

Em todo o tempo que tive o Super Nintendo, tive apenas um único jogo, o Super Mario World que acompanha o console. Nem me recordo se os jogos eram tão caros, sei que as revistas de videogames da época tinham anúncios e os preços eram sempre em dólares, pois a nossa moeda (cruzeiro, cruzado novo, nem me lembro mais de tanto que mudava) era tão fraca que os preços em moeda nacional praticamente dobravam em dois ou três meses. Infelizmente, graças à Dilma, que perdeu o controle da inflação, estamos rumando para esta realidade novamente. Nas revistas, um “(alt)” na frente do nome do jogo no anúncio indicava se o cartucho era original ou “alternativo”, sendo que os últimos eram um pouco mais baratos, mas não tanto.

O negócio era procurar as melhores locadoras, aquelas que traziam os jogos novos mais rapidamente. Mas o F-Zero eu encontrava normalmente em uma das locadoras menos badaladas, que não tinha muitos jogos, aliás nem tinha tradição em jogos pois era uma locadora de filmes. Mas os jogos de Super Nintendo eram todos jogos japoneses originais, o que espantava o pessoal que tinha o Super Nintendo norte-americano mas ainda não tinha cortado as travinhas de plástico que impediam o uso de jogos japoneses, e assim era mais fácil encontrar os cartuchos por lá. Lembro que depois de um tempo voltei nessa locadora e os cartuchos estavam todos com um par de furos derretidos no plástico, feito com algum ferro quente provavelmente, permitindo o uso no Super Nintendo norte-americano mesmo com as travas. Creio eu que os donos da locadora se cansaram de perder locações ou ouvir reclamações de que os cartuchos não entravam no console.

Mas se eu pudesse escolher um jogo do Super Nintendo para ter, esse jogo possivelmente seria o F-Zero. Lembro de uma loja que tinha ele para a venda, original norte-americano, e de vez em quando eu passava para me certificar de que ele ainda estava lá me esperando. F-Zero é um jogo que precisa ser original, pois ele armazena os melhores tempos de volta e de corrida em cada pista (os famosos recordes). Os tempos não se perdem quando desligamos o console, graças à bateria no cartucho. Os cartuchos “alternativos” não costumavam ter a bateria, e era comum ver os jogos que originalmente tinham a bateria dando altos bugs por conta disso, além de obviamente não salvarem nada. A disputa pelos melhores tempos certamente dava uma sobrevida para o jogo, mesmo para quem já tinha ganhado os três campeonatos.

Outros candidatos foram o Super Mario Kart, o Tecmo Super NBA Basketball, o Striker, e claro, os vários Street Fighter. Mas o tempo foi passando, em 1994 ganhei meu primeiro computador (um 286) e o interesse por videogames foi diminuindo, sem que eu tivesse adquirido qualquer cartucho. O Super Nintendo acabou ficando encostado por anos e anos, sendo ligado apenas eventualmente para matar a saudade do Super Mario World. E quase duas décadas depois ele finalmente voltou à ativa de vez, graças à aquisições como o SD2SNES, o cabo SCART RGB e o Framemeister.

E hoje finalmente eu posso jogar o F-Zero no meu Super Nintendo, hardware original, e a melhor imagem possível para as TVs modernas. Mas nem tudo é perfeito, se hoje a disponibilidade dos jogos para se divertir com o hardware real não é mais problema, o tempo livre para jogar passou a ser. 🙂 Afinal já se foi o tempo em que a única responsabilidade era ir à escola, estudar e tirar boas notas. Mas ainda assim, em um belo sábado de abril eu resolvi pegar o F-Zero para jogar seriamente e o resultado está no vídeo aí embaixo:

Consegui ganhar a Knight League, a Queen League, e… na King League não deu 🙁 mas ainda assim fiquei bastante satisfeito considerando que não jogava para valer há pelo menos duas décadas.

Para fechar deixo, como de costume, a lista dos itens que foram utilizados para fazer a gravação do gameplay do F-Zero, e que já foram mostrados aqui no Skooter Blog:

  1. Elgato – Game Capture HD60
  2. Super Nintendo
  3. Framemeister XRGB Mini
  4. SD2SNES
  5. Cabos SCART RGB para Super Nintendo (CSYNC) com upgrade para Multicore Coax

Sobre o autor

Skooter

Skooter é cientista da computação e fundador do Skooter Blog. Tem interesse em tudo relacionado a tecnologia e gosta de economizar fazendo suas compras diretamente do exterior.

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