Revitalização de Cartuchos de Super Nintendo – Limpeza / Restauração

Neste artigo mostro como fiz a revitalização de dois de meus cartuchos de Super Nintendo. Não sei se posso chamar de restauração, pois não refiz os labels, mas foi uma limpeza um tanto mais complicada que o normal, então revitalização me pareceu um bom termo. Na verdade eu “copiei-o” de um dos produtos que usei. 🙂

Eu tenho um cartucho do jogo Kawasaki Superbike Challenge, que ganhei junto com o meu finado Super Nintendo 1Chip. É um cartucho pirata, no formato norte-americano. Estava cheio de fita crepe, que a princípio achei que eram para mante-lo fechado. Nunca dei muita atenção para ele desde que o ganhei há uns 10 anos. Só usava para um teste ou outro.

Quando estava fazendo os reviews dos Super Nintendo SHVC-CPU-01 1/1/1 e 2/1/3 que adquiri recentemente usei esse cartucho para testes e percebi o quanto ele estava feio, destoando de meus demais itens.

Por mais que ele tenha chegado assim nas minhas mãos, pirata ou não, achei que era hora de dar um pouco de atenção para ele.

Como eu disse, ele estava cheio de fita crepe, e na parte traseira havia uma etiqueta com código de barras e por trás dela havia uma bobina metálica daqueles dispositivos anti-furto. Tudo indica que este foi um cartucho de locadora. Na parte dos parafusos havia marcas de esmalte, que achei que estariam ali como “lacre” dos parafusos, mas na realidade nem havia parafuso algum.

Removendo todas as fitas ainda encontrei um par de furos, um de cada lado, atravessando o cartucho todo. Não sei porque fizeram uma bizarrice dessas.

A plaquinha de circuitos interna é pequena, e tem apenas um chip-on-board e um clone do chip CIC do Super Nintendo, que permite que o cartucho funcione mesmo em consoles que não foram desbloqueados. Eu já desconfiava que encontraria esse chip, pois o cartucho funcionou nos Super Nintendo SHVC-CPU-01 1/1/1 e 2/1/3, que nunca foram desbloqueados. Na placa há ainda um espaço para um segundo chip-on-board, que está vazio.

Hora de empregar a equipe de limpeza. Veja, álcool isopropílico, benzina, esponja de melamina, escova de dentes velha, tecido de microfibra. Com isso consegui tirar toda a cola da fita crepe. Para finalizar o trabalho usei o Revitalizador de Plásticos & Borrachas da Luxcar, que deu um novo brilho para o cartucho. Só não tirei todo o esmalte do buraquinhos dos parafusos, deixei para uma próxima limpeza.

A parte traseira foi bem mais fácil. Como não tem label nela pude simplesmente deixa-la de molho dentro de um pote de sorvete tampado com uma mistura de Veja, álcool isopropílico, benzina e água. Deixei ali por algumas horas, sacudindo horizontalmente de vez em quando, e o plástico ficou limpinho sem nem precisar esfregar. Saiu toda a cola.

A plaquinha eu limpei apenas com álcool isopropílico. Montei então o cartucho e ele ficou com uma cara nova, como eu nunca o tinha visto antes.

Testei-o então no meu Analogue Super Nt, para me certificar de que não tinha danificado nada com a limpeza. Ficou perfeito.

Aproveitando que estava inspirado, resolvi limpar também um outro cartucho, o Super Street Fighter II: The New Challengers. Também é um cartucho pirata, formato americano, mas com a versão japonesa do jogo. Vai entender…

Esse cartucho está comigo há uns 25 anos, quando emprestei de um colega de infância para jogar por uns tempos. Quando fui devolver, ele disse que não estava usando e que eu poderia ficar com ele, que quando ele quisesse de volta ele me avisaria. Se não me falha a memória ele já tinha até vendido o Super Nintendo. Estava em uma fase de mexer com rádio amador e só pensava em rádios, potências e antenas. Os videogames ficaram de lado. Ele nunca mais me pediu o cartucho, e tenho impressão que nunca mais pedirá.

Esse cartucho não estava tão maltratado quanto o outro, mas estava com um pouco de sujeira de 25 anos ou mais acumulada, um tanto encardido. Então resolvi limpa-lo também.

Dentro do cartucho encontrei uma pequena plaquinha, similar à do outro, com apenas um chip-on-boardTem ainda um espaço não usado para um segundo chip-on-board, e há ainda terminais para um chip CIC, que não se faz presente. Eu já desconfiava que não encontraria o CIC nesse cartucho, pois ele não funcionou nos Super Nintendo SHVC-CPU-01 1/1/1 e 2/1/3, que nunca foram desbloqueados.

E assim ficou o cartucho após a limpeza e sendo testado:

E você, tem algum procedimento diferente para limpar seus cartuchos? Conte aí nos comentários…

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Luis Carlos Jansen

Muito bom o artigo. Entrei um pouco na onda retrogamer e tô dando um trato na “velharia de responsa” com os mesmos produtos citado acima. O problema é que a mulher reclama que eu devia dar na casa a mesma faxina que dou nos games. Recentemente arrematei um Sega Genesis no ebay que na minha opinião é o console mais bonito que já fabricaram e nunca tive.

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Quanto a limpeza da placa, sempre achei que poderia passar borracha nos contatos, inclusive parece ser uma prática rotineira entre os técnicos. Mas eis que eu encontro um vídeo condenado essa prática e sugerindo uma alternativa. Só não encontrei o produto mencionado.
Link do vídeo:
https://youtu.be/JR47qhMlFMM

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[…] abri dois cartuchos piratas que ganhei e um deles possui o CIC. E é curioso notar que juntaram todos os componentes em um chip-on-board, […]

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