Liectroux G7 após quase 3 anos de uso: ainda vale a pena?

Em 2024 publiquei aqui no Skooter Blog meu review do Liectroux G7, um robô aspirador com navegação a laser e base de autoesvaziamento. Naquela época, pude mostrar suas características, funcionamento e minhas primeiras impressões.

Agora a situação é bem diferente. Estou usando o Liectroux G7 desde novembro de 2023, normalmente de três a cinco vezes por semana. Portanto, já foram centenas de ciclos de limpeza e tempo suficiente para avaliar não apenas o que ele oferece quando novo, mas também sua durabilidade, manutenção e os problemas que aparecem com o passar dos anos.

Por isso, este não é simplesmente outro review do G7. É uma avaliação de longo prazo, depois de quase três anos de uso real.

Como o Liectroux G7 se saiu ao longo desses anos?

De maneira geral, o G7 continua cumprindo muito bem sua principal função. Ele aspira a casa de forma autônoma, faz o mapeamento dos ambientes utilizando o sensor a laser e retorna para a base ao terminar a limpeza.

Continuo usando o robô com bastante frequência, normalmente entre três e cinco vezes por semana. Mesmo depois de todo esse tempo, ele ainda consegue fazer aproximadamente duas limpezas completas sem precisar retornar à base para recarregar, dependendo naturalmente da área percorrida e das condições da limpeza.

A função de passar pano também continua disponível, embora, como acontece com muitos robôs desse tipo, eu considere a aspiração a função mais importante. O pano ajuda na manutenção do piso, mas não substitui uma limpeza manual mais pesada quando ela é necessária.

Mapeamento e navegação

A navegação a laser continua sendo um dos pontos positivos do G7. Depois que o mapa está corretamente configurado, é possível dividir os cômodos e escolher exatamente quais áreas serão limpas.

Eventualmente o robô pode se confundir e decidir criar um novo mapa, principalmente quando encontra alguma alteração significativa no ambiente. Quando isso acontece, normalmente deixo que ele termine a tarefa e depois simplesmente restauro o mapa anterior, que já está corretamente dividido e configurado.

Outra situação que pode acontecer é o robô não conseguir encontrar a base. Se ele ficar preso em algum cômodo, por exemplo, depois de algum tempo pode desistir e anunciar:

“O robô não achou a base de carregamento.”

Há ainda uma situação curiosa envolvendo quedas de energia. Se faltar energia enquanto o G7 está na base, ele pode sair dela e começar a procurar novamente o carregador.

Sem energia, porém, ele não consegue localizar corretamente a estação. Além dos contatos de carregamento não estarem energizados, a base utiliza sinalização que auxilia o robô em sua localização. Assim, ele pode acabar vagando pela casa procurando uma base que, naquele momento, não consegue detectar.

Não é algo que aconteça frequentemente, mas é um comportamento curioso que observei durante esses anos.

A base de autoesvaziamento

A base continua sendo uma das características de que mais gosto no G7.

Ao terminar a limpeza, o robô retorna para a estação e a sujeira armazenada em seu reservatório é aspirada para um saco maior localizado dentro da base. Isso reduz bastante a necessidade de esvaziar manualmente o robô depois de cada uso.

Depois de quase três anos, considero que esse recurso faz uma diferença significativa no uso diário. Uma vez acostumado com uma base de autoesvaziamento, é difícil querer voltar para um robô que precisa ser esvaziado manualmente a cada limpeza.

Os sacos são itens consumíveis, mas podem ser encontrados para reposição, assim como filtros, escovas e outros componentes.

Manutenção e peças de reposição

Naturalmente, depois de centenas de limpezas alguns componentes precisam ser substituídos.

Ao longo desse período já troquei itens de desgaste, como filtros, escovas laterais e panos, além de realizar as limpezas periódicas do próprio robô, sensores e escova principal.

Um ponto positivo é que ainda é possível encontrar peças compatíveis com o G7, inclusive em marketplaces internacionais. Isso é importante para um equipamento desse tipo, pois escovas, filtros e outros componentes inevitavelmente se desgastam.

A disponibilidade de peças também se torna ainda mais relevante quando aparece algum defeito fora da garantia.

O recente “Erro no laser”

Foi justamente isso que aconteceu recentemente.

O G7 começou a interromper a limpeza apresentando um erro relacionado ao sensor laser (LDS).

A primeira suspeita naturalmente foi o próprio conjunto do laser. Desmontei a região, fiz a limpeza e verifiquei o mecanismo. A torre continuava girando normalmente, o que tornava o diagnóstico um pouco menos óbvio.

Limpei o conjunto com álcool isopropílico, utilizei limpa-contato e verifiquei se havia algum problema mecânico impedindo o movimento. Nada disso resolveu imediatamente o problema.

Cheguei inclusive a pesquisar um conjunto LDS de reposição.

Foi então que percebi algo interessante na placa localizada ao redor da torre: três pequenos micro-switches, normalmente escondidos pela tampa superior do robô.

Inicialmente imaginei que pudessem ter alguma função de reset. Na realidade, eles fazem parte do mecanismo de proteção da torre do laser. A tampa do LDS pode se movimentar ligeiramente quando encontra um obstáculo acima do robô, acionando esses interruptores. Dessa forma, o G7 consegue detectar que a torre ficou presa ou encontrou alguma obstrução.

Acionei manualmente os três micro-switches algumas vezes durante a manutenção e, depois de remontar o conjunto, o G7 voltou a funcionar normalmente.

Isso não significa necessariamente que apertar os switches seja uma “solução” para o erro de laser. Pode ter ocorrido mau contato, algum switch pode ter ficado preso ou simplesmente a desmontagem e remontagem pode ter corrigido o problema.

O fato é que, desde então, o robô voltou a funcionar e já realizou diversas limpezas sem que o erro reaparecesse.

Por enquanto, portanto, não precisei substituir o módulo LDS.

Pequenos problemas que aparecem no uso diário

O G7 não passou esses quase três anos sem algumas peculiaridades.

Além das ocasionais confusões com o mapa e da dificuldade de localizar a base em determinadas situações, obstáculos pequenos podem exigir alguma preparação do ambiente antes da limpeza. Tapetes, objetos no chão, fios e pequenas diferenças de nível continuam sendo coisas com as quais qualquer robô aspirador precisa lidar.

Não considero isso particularmente surpreendente. O importante é que, depois de configurado o ambiente e entendidas essas limitações, o funcionamento tende a ser bastante previsível.

Também é necessário fazer manutenção periódica. Cabelos e outros resíduos podem se acumular na escova principal e nas rodas, enquanto sensores precisam permanecer limpos.

Em outras palavras, ele automatiza boa parte da limpeza da casa, mas não elimina completamente a manutenção do próprio equipamento.

E a bateria depois de quase três anos?

A degradação da bateria era uma das coisas que eu mais tinha curiosidade de observar em longo prazo.

Depois de quase três anos de uso frequente, a bateria obviamente já não está exatamente nas mesmas condições de quando era nova. Mesmo assim, no meu caso ela ainda consegue realizar cerca de duas limpezas sem precisar retornar para recarregar.

Considerando que o G7 é utilizado de três a cinco vezes por semana, considero o resultado bastante satisfatório.

E aqui entra uma experiência que tive com meu robô anterior: a bateria dele apresentou problemas três vezes durante o período em que tive o aparelho. Nas duas primeiras ocasiões, a bateria foi substituída em garantia. Quando o problema apareceu pela terceira vez, vendi o robô naquele estado e o comprador ficou responsável por substituir a bateria.

Essa experiência também ajuda a explicar por que considero importante observar a bateria do G7 depois de alguns anos, e não apenas medir sua autonomia quando o aparelho é novo.

Pontos positivos depois de quase três anos

Depois desse período prolongado de uso, os principais pontos positivos que permanecem são a boa autonomia, a navegação a laser, o mapeamento dos cômodos e, principalmente, a praticidade proporcionada pela base de autoesvaziamento.

O desempenho de aspiração continua adequado para a manutenção cotidiana da casa, e o fato de ainda encontrar consumíveis e peças de reposição ajuda a prolongar a vida útil do aparelho.

Outro aspecto importante é justamente ele continuar sendo utilizado com frequência. Um eletrodoméstico pode parecer ótimo nas primeiras semanas e acabar abandonado depois. Não foi o que aconteceu com o G7: quase três anos depois, ele continua fazendo parte da rotina da casa.

Pontos negativos

Nem tudo é perfeito.

O aplicativo e o gerenciamento dos mapas poderiam ser mais robustos. Ocasionalmente o G7 decide refazer um mapa que já estava funcionando corretamente, embora seja possível restaurar o anterior.

A navegação também não é infalível. Dependendo da situação, ele pode ficar preso em um cômodo ou não conseguir encontrar a base.

A necessidade de manutenção de escovas, sensores e outros componentes também permanece, embora isso seja esperado nesse tipo de equipamento.

E o recente erro do sensor laser merece ser mencionado. Apesar de o problema ter desaparecido depois da manutenção e do acionamento dos micro-switches da torre, ele mostra que defeitos podem surgir conforme o equipamento envelhece.

Ainda vale a pena?

Depois de quase três anos, minha avaliação do Liectroux G7 continua sendo positiva.

Mais importante do que ele ter funcionado bem quando novo é o fato de que continua sendo utilizado de três a cinco vezes por semana depois de quase três anos. A bateria ainda apresenta boa autonomia, a base de autoesvaziamento continua funcionando e as peças de desgaste podem ser substituídas.

O episódio do erro no laser foi o problema mais significativo que tive até agora, mas, pelo menos no meu caso, não exigiu a substituição do módulo LDS.

Naturalmente, hoje existem modelos mais novos e com recursos adicionais. Portanto, para uma compra nova, o preço atual do G7 precisa ser considerado em relação às alternativas disponíveis. Mas, avaliando especificamente o equipamento que comprei e venho utilizando desde novembro de 2023, ele tem apresentado uma boa durabilidade.

E, respondendo à pergunta que provavelmente mais interessa depois de todo esse tempo: eu compraria novamente um robô aspirador com esse conjunto de recursos, especialmente navegação a laser e base de autoesvaziamento.

Onde comprar e peças de reposição

🔗 Liectroux G7

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