nov 11 2017

Atari 2600: Instalando o Mod 2600RGB – Parte 4

Este artigo é o último capítulo da série sobre a instalação do Kit 2600RGB em um Atari 2600 da Polyvox com placa americana Rev. 17.

Para quem ainda não leu, recomendo a leitura dos artigos anteriores para entender melhor essa empreitada:

Nesta parte, falo da solda do jack mini DIN com o sinal RGB, o último que faltava. Em seguida faço alguns testes e depois ajusto a placa metálica que protege contra interferência para comportar os novos fios. Por fim, faço uma boa limpeza no Atari 2600 para ele ocupar definitivamente seu nicho no meu rack.

Então vamos lá. Primeiramente soldei os fios que faltavam na plaquinha do Kit 2600RGB. Para facilitar minha vida, usei fios vermelho, verde e azul para os componentes vermelho, verde e azul (RGB), respectivamente. Para o sinal de sincronização usei um fio laranja, para o de tensão +5V um fio amarelo, e para o terra um fio preto.

Soldando os fios que faltavam na plaquinha do 2600RGB.

Soldando os fios que faltavam na plaquinha do 2600RGB.

Em seguida, soldei os fios na plaquinha que será soldada no jack.

A plaquinha que será soldada no jack mini DIN, já com os fios soldados.

A plaquinha que será soldada no jack mini DIN, já com os fios soldados.

A plaquinha que será soldada no jack mini DIN, posicionada.

A plaquinha que será soldada no jack mini DIN, posicionada.

Esqueci de tirar uma foto da plaquinha soldada no jack, me perdoem. Então a próxima foto já é de como ficou a bagunça de fios no console. Eu poderia ter usado fios mais curtos, mas gosto de ter uma folga para trabalhar na carcaça posicionando a placa mais longe, e vice-versa.

A placa com todos os fios soldados, posicionada na carcaça.

A placa com todos os fios soldados, posicionada na carcaça.

Hoje vejo que uma alternativa interessante seria soldar uma barra de pinos na plaquinha do 2600RGB, e colocar um conector em cada fio, assim seria fácil separar a placa da carcaça. Outra alternativa para manter a ordem seria usar um cabo manga substituindo todos os fios, exceto pelos dois do botão de pausa/mudança de paleta.

Os fios saindo dos jacks recém-instalados.

Os fios saindo dos jacks recém-instalados.

Os fios, agora um pouco melhor organizados.

Os fios, agora um pouco melhor organizados.

O botão de pausa e mudança de paleta.

O botão de pausa e mudança de paleta.

Com toda a parte elétrica ligada, é hora de parar para fazer um teste. Vamos lá ligar o  Atari 2600 e ver finalmente como fica a imagem RGB.

Primeiros testes com a saída RGB do Atari 2600.

Primeiros testes com a saída RGB do Atari 2600.

Primeiros testes com a saída RGB do Atari 2600.

Primeiros testes com a saída RGB do Atari 2600.

A imagem do Atari 2600 via RGB é excelente! O único problema era um leve ruído que aparecia em algumas cores, que aparentemente não é visível nas fotos. Como eu já relatei nas partes anteriores, depois descobri que a culpada era a fonte de alimentação que eu estava usando. Ela causava ruído em todas as saídas.

Este Atari 2600 veio com uma fonte genérica com saída de 12V, mas a fonte original da Atari oferece apenas 9V na saída. Eu sei que o regulador de tensão original tolera tensões maiores, então fui usando a fonte de 12V normalmente. Mas, a partir do momento em que instalei o novo regulador de tensão, que vem com o Kit 2600RGB, abandonei imediatamente a fonte de 12V e passei a usar uma fonte da Retrobit que adquiri na eStarland, específica para o Atari, com saída de 9V. E essa fonte da Retrobit era a culpada pelo ruído no final das contas. A partir do momento que passei a usar uma fonte original da Atari, os problemas com ruído acabaram.

As fotos abaixo ainda foram tiradas com a fonte problemática, então se existir algum ruído, é culpa dela. As múltiplas fotos do mesmo jogo foram testando as 3 diferentes paletas NTSC que o 2600RGB oferece.

Tela do Harmony Cartridge, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Tela do Harmony Cartridge, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Color Bar Generator, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Color Bar Generator, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Color Bar Generator, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Color Bar Generator, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Detalhe do Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Detalhe do Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Bobby is Going Home, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Bobby is Going Home, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pitfall, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pitfall, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pitfall, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pitfall, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pitfall, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pitfall, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Enduro, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pole Position, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Pole Position, no Atari 2600 com o 2600RGB usando a saída RGB.

Com os testes feitos, hora de voltar para a “bancada” e fechar o console. Antes, é preciso abrir um espaço na proteção metálica para passar os novos fios. Acabei não cortando a proteção, apenas dobrando e abrindo, e colocando fita isolante para proteger bordas e evitar cortar os fios.

Ajustando a proteção metálica para comportar os novos fios.

Ajustando a proteção metálica para comportar os novos fios.

Proteção metálica recolocada no Atari 2600.

Proteção metálica recolocada no Atari 2600.

Proteção metálica recolocada no Atari 2600.

Proteção metálica recolocada no Atari 2600.

Com tudo pronto, fechei o console e fiz mais alguns testes para ver se não havia feito nenhuma bobagem.

Fechando o Atari 2600 após as modificações.

Fechando o Atari 2600 após as modificações.

Cabo RGB conectado no Atari 2600.

Cabo RGB conectado no Atari 2600.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, em funcionamento.

Por fim, decidi fazer uma boa limpeza para deixar o Atari 2600 brilhando de novo após as modificações. E aí ele ficou assim…

Atari 2600 com o mod 2600RGB, após a limpeza.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, após a limpeza.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, após a limpeza.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, após a limpeza.

Detalhe do LED instalado no Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Detalhe do LED instalado no Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Parte traseira do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Parte traseira do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Os jacks de áudio, RGB e S-Video do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Os jacks de áudio, RGB e S-Video do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Parte de baixo do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Parte de baixo do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Detalhe do botão de pausa/mudança de paleta do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Detalhe do botão de pausa/mudança de paleta do Atari 2600 com o mod 2600RGB.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack, em funcionamento.

Atari 2600 com o mod 2600RGB, instalado em definitivo no meu rack, em funcionamento.

E é claro que esta série de artigos não estaria completa sem alguns vídeos capturados do Atari 2600 após a instalação do Kit 2600RGB.

Note que os primeiros vídeos apresentam algum ruído por conta do problema da fonte já relatado. Além disso, os quatro primeiros vídeos estão com alguns glitches por conta de falhas na captura. Estas falhas ocorreram porque ao instalar o MSI Cubi 2, o mini PC que uso para fazer as capturas, deixei o Elgato – Game Capture HD60, o dispositivo USB que uso para capturar, ligado a um Hub USB 3.0. Fiz isso porque o MSI Cubi 2 só tem duas portas USB na traseira, então deixei uma para o HD externo, que normalmente são exigentes com a corrente fornecida e não funcionam em hubs, e deixei os outros equipamentos ligados no Hub USB 3.0.

Mas a Elgato – Game Capture HD60 não gostou de ficar ligada no Hub USB 3.0, e com isso dava glitches nas gravações. Demorei a perceber que o problema era o hub. Depois que conectei a  Elgato – Game Capture HD60 direto em uma porta USB do MSI Cubi 2 e passei o HD externo para o Hub USB 3.0, os problemas acabaram. Acabou que o HD externo nem era tão exigente assim, mas a Game Capture HD60 é.

Então por favor ignore os glitches e ruídos dos primeiros vídeos. Eis alguns de meus jogos favoritos rodando no Atari 2600 com o Kit 2600RGB, passando pelo Framemeister XRGB Mini e capturados com a  Elgato – Game Capture HD60. São eles: Pole Position, Smurf Rescue in Gargamel’s Castle, Enduro, Keystone Kapers, Chopper Command, RealSports Volleyball, Turmoil, Tennis, Frogger.

Atenção: Certifique-se de assistir os vídeos em 1080p60, que é a resolução e taxa de quadros originais, pois os vídeos redimensionados pelo Youtube não ficam bonitos.









Mas nem tudo é perfeito. Alguns poucos jogos do Atari 2600 apresentam problemas com o Framemeister XRGB Mini. Isso acontece por conta da maneira como funciona o vídeo no Atari 2600. Ao contrário do que acontece em outros consoles, o Atari 2600 deixa os jogos no controle do sinal de temporização e sincronização. Por conta disto, alguns programadores tentaram fazer coisas diferentes com esses sinais, ou simplesmente erraram na programação mesmo. Isso gerou alguns jogos com problemas de temporização/sincronização.

TVs CRT normalmente são bastante tolerantes com sinais fora de especificação, então jogamos muitos desses jogos por anos sem qualquer problema. Mas o Framemeister é mais exigente. Sinais fora do padrão fazem com que ele se perca, principalmente quando ele trabalha com sinal RGB.

Antes mesmo de comprar o 2600RGB, já estava ciente de que pelo menos um jogo tinha problemas com ele: Warlords. Mas no mesmo forum onde o problema foi relatado (AtariAge), o membro SpiceWare já havia apresentado um hack como solução, resolvendo o problema, ao menos para todos que tem o Harmony Cartridge.

Durante meus testes com o 2600RGB, descobri que mais dois jogos tem problemas: Video Pinball e Tapper. O Video Pinball em sua versão NTSC não funciona de forma alguma. Apenas as versões PAL funcionam. O Tapper aparece com os gráficos um tanto bugados, como se um sinal entrelaçado tivesse sido desentrelaçado incorretamente. Confira como ficam ambos os jogos no vídeo abaixo:

Tapper é um de meus jogos favoritos no Atari 2600. Eu era muito bom nele quando era criança. Infelizmente perdi o jogo ao emprestar o cartucho para um vizinho. Um temporal e uma descarga elétrica depois e o videogame e meu cartucho foram danificados. O videogame teve conserto, o cartucho não.

Só voltei a jogar Tapper de novo com o uso de emuladores. E num Atari 2600 só depois que adquiri o Harmony Cartridge. Seria uma pena não poder joga-lo mais, mas felizmente encontrei uma solução, como já detalhei em outro artigo.  Eis o vídeo do Tapper com o problema resolvido:

Quanto ao Video Pinball, infelizmente ainda não tenho uma solução. Felizmente não encontrei mais nenhum outro jogo com problema até agora.

Depois testei também o excelente homebrew chamado Draconian. São dois vídeos, pois no primeiro eu ainda não sabia jogar 🙂 . Note que a partir do segundo vídeo eu passei a usar os perfis do Framemeister XRGB Mini  feitos pelo Firebrandx. Nesses perfis cada pixel original é ampliado de forma que a escala é feito por  números inteiros, evitando interpolação, obtendo assim uma imagem ainda melhor.


Por fim, fiz um vídeo com outro de meus jogos favoritos, o Pressure Cooker, e fiz um segundo vídeo do Pole Position, dessa vez já livre dos glitches, do ruído e com o perfil do Firebrandx.


 

E valeu a pena instalar um 2600RGB? Pra mim valeu muito. A imagem é muito bonita. Muita gente não acredita que é um Atari 2600, acha que é um emulador. E por que não usar um emulador? No meu caso, eu botei na cabeça que não quero me limitar a emular os consoles que eu já tive. Para consoles que e nunca tive, para arcades ok. Mas para os consoles que eu já joguei no hardware real, quero continuar a jogar assim.

E note que até mesmo o Stella, que é o melhor emulador de Atari 2600, ainda tem seus bugzinhos. Um deles é no Pole Position. Quer ver? Dê uma olhada nas telas abaixo, as duas primeiras capturadas do meu Atari 2600 real e a terceira capturada do Stella. Percebeu o bug? Não? Pois observe bem o número “0” ali no velocímetro (canto esquerdo).

Pole Position no Atari 2600 com 2600RGB. Perfil padrão no Framemeister.

Pole Position no Atari 2600 com 2600RGB. Perfil padrão no Framemeister.

Pole Position no Atari 2600 com 2600RGB. Perfil do Firebrandx no Framemeister.

Pole Position no Atari 2600 com 2600RGB. Perfil do Firebrandx no Framemeister.

Pole Position no Stella.

Pole Position no Stella.

E assim vou encerrando essa série de artigos, bastante satisfeito com o meu Atari 2600 da Polyvox com placa americana Rev. 17 com o Kit 2600RGB. Foi trabalhoso para alguém inexperiente, mas a satisfação no final é grande. Poderia ter ficado melhor se instalado por um profissional? Provavelmente. E eu bem que tentei, mas na época não encontrei ninguém que eu confiasse e quisesse fazer o serviço.

Mas no final das contas, o sentimento de conquista, de “fui eu que fiz”, de ver o resultado final de todo o trabalho, dá uma satisfação ainda maior. É claro que o grande trabalho mesmo foi o do Tim Worthington, o autor do 2600RGB. Eu me limitei a instalar o negócio. Mas ainda assim é bastante gratificante ver o resultado.

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