Atari 2600: de Primeiro Contato à Primeiro Console

O ano era 1987, eu tinha sete anos. Era um final de semana ou talvez um feriado, não lembro exatamente. Morava em uma cidade pequena do interior e estava à caminho da casa do meu avô, na cidade vizinha de médio porte. No carro estavam meu pai, meu tio, e seus respectivos filhos: eu e meu primo, uns três anos mais velho.

Meu avô tinha uma mercearia dessas de bairro, que vendiam um pouco de tudo. Sempre que eu ia lá ele me dava um Surpresa, o chocolate da Nestlé que era o meu favorito. Puro chocolate ao leite embrulhado em papel alumínio, com uma figura de um animal desenhada em relevo no próprio chocolate. Em papel cartão também vinha uma foto de um animal, com informações sobre ele, seu habitat, etc. na parte traseira. Ambos chocolate no alumínio e a figurinha eram embrulhados em uma embalagem papel. Essas figurinhas podiam ser coladas em um álbum, que a Nestlé enviava gratuitamente para quem enviasse quatro embalagens do chocolate para eles pelo correio. Foram vários álbuns ao longo dos anos, com diversos temas. Com o tempo trocaram a embalagem de papel e papel alumínio por uma embalagem única de plástico e as figurinhas vinham engorduradas pelo contato direto com o chocolate. E por fim o Surpresa foi infelizmente descontinuado.

Naquele dia, ao chegarmos lá meu avô informou que meu outro tio, mais novo, solteiro e que morava com ele, estava jogando videogame. Entramos na casa que era anexa à mercearia e ali encontramos meu tio jogando na TV da sala. Era a primeira vez que eu via um videogame, e era um Atari 2600.

Ele nos mostrou vários jogos, e nos deixou jogar também. Não me recordo exatamente de todos, mas um deles era o Enduro. Meu tio inclusive deu uma dica errada sobre o jogo: o botão é o acelerador, não solte ele de jeito nenhum. Durante muito tempo eu joguei assim, mesmo quando já tinha o meu console. Até chegava lá pelo quinto dia, mas acabava perdendo por correr demais e acabar batendo. Quando me atentei para as dicas do projetista Larry Miller, que vinham no manual, passei a ir mais longe, chegando no sétimo dia. Recentemente eu cheguei no 15º dia, um dos poucos casos em que meu eu adulto superou meu eu criança em um jogo da época.

Dos outros jogos daquele dia tenho uma memória um pouco vaga, mas tenho quase certeza que estavam presentes o River Raid, o Frostbite, e o Jungle Hunt. Enquanto jogávamos meu tio estava o tempo todo com um walkman usando os fones de ouvido. Em certo momento ele disse: essa música combina com esse jogo, e cantarolou um pedaço: era Homem Primata do Titãs, lançada no mesmo ano. Agora não recordo se o jogo em questão era o Jungle Hunt ou o Frostbite.

Tanto eu quanto meu primo ficamos impressionados com o console. Não lembro se ele já tinha visto um videogame, mas para mim era a primeira vez. Antes disso era algo do qual eu só ouvira falar. A única coisa certa é que queríamos um videogame também.

No caminho de volta, meu tio, pai do meu primo, jogou um balde de água fria nos nossos sonhos. Disse que o videogame tinha antena e que os jogos do videogame vinham de uma torre de transmissão (como se fossem canais de TV) e que na nossa cidade não tinha essa torre. Até apontou uma torre no caminho de volta dizendo que era aquela antena lá que transmitia os jogos.

Mas eu fiquei com uma pulga atrás da orelha. Tinha apenas sete anos, mas aquela história não fazia sentido para mim porque eu vi os cartuchos. Eu vi meu outro tio trocar os cartuchos para mudar os jogos. Mas, inocente que era, não imaginei que meu tio pudesse estar mentindo apenas para desistirmos da ideia de querer um videogame.

Nos próximos dias fiquei fazendo altas conjecturas de que o cartucho poderia servir apenas para dizer ao videogame que temos tal jogo, e aí ele viria da antena. Sem querer eu estava fazendo uma previsão do futuro: hoje eu coloco o disco no Playstation 4 só para ele saber que eu tenho o jogo, pois o conteúdo já está no HD e foi em sua maior parte baixado pela Internet, pois a versão do disco já costuma estar desatualizada logo no lançamento.

Os dias foram passando e meus pais, sabendo que o presente que eu mais queria era um videogame, decidiram me dar um no Natal. Lembro que um dia eu estava com meu pai e estávamos voltando de algum lugar que não me recordo mais. Passamos então na Loja Cem da cidade vizinha para comprar o videogame. Eu vi a caixa e vi a moça fazer o embrulho do presente que eu só ganharia no Natal. Faltavam alguns dias, algumas semanas, a memória me falha, mas aguardei ansiosamente.

Eis que chegou o Natal, que caiu em uma sexta-feira. Acordei e corri para abrir o meu presente. Ali estava o Atari 2600 da Polyvox, em sua caixa cinza com a foto do console e com fotos de vários jogos na parte da frente e na parte de trás. Ele foi vendido alguns anos mais tarde, mas era igual a esse que comprei novamente há alguns anos:

Atari 2600 em funcionamento, com o jogo Enduro da Activision

Atari 2600 em funcionamento, com o jogo Enduro da Activision

Era o modelo com fonte embutida, mas com os joysticks ainda destacáveis. Junto com ele veio o Enduro, grande jogo.

Eu havia acabado de completar a primeira série, então já conseguia ler o manual. Meu pai foi instala-lo, conectando a caixinha comutadora de antena na entrada de antena de VHF da TV. Na minha cidade por alguma razão todos os canais de TV eram em UHF, então ninguém nem tinha antena de VHF e essa entrada estava livre. A TV era uma Sharp como essa da foto abaixo e era a única da casa:

TV Sharp anos 70/80

TV Sharp anos 70/80

Aqueles botõezinhos na frente selecionavam entre 8 canais pré-sintonizados. Eram teclas sensíveis ao toque, algo que nunca mais vi. Ao lado de cada tecla uma luzinha acendia quando o canal estava selecionado. Abrindo uma portinha haviam botões giratórios para cada tecla, onde o canal era sintonizado manualmente. Não tinha nada de sintonia automática. Os 8 botões eram triplos, com a parte mais externa vermelha servindo para selecionar entre VHF-A, VHF-B, e UHF, e as outras duas para fazer ajuste normal e ajuste fino da sintonia. Só 8 canais parece pouco hoje em dia, mas na época só havia uns 6 ou 7 canais na cidade.

Como o manual dizia para usar os canais 2 ou 3, meu pai usou a sintonia dos botões 2 e 3, que na verdade não tem relação com o canal VHF, mas até aí tudo bem. Por algum motivo ele não estava conseguindo achar a sintonia correta, talvez estivesse procurando na faixa de VHF mais alta, onde ficam os canais de 8 a 13. Tudo que víamos era a imagem e som de estática, inconfundíveis para qualquer pessoa que tenha jogado videogame naquela época, pois ela era vista e ouvida sempre que o console era desligado para trocar o jogo.

Meus pais resolveram então pedir ajuda para dois vizinhos, que são irmãos, um tanto mais velhos, e que tinham videogame. Eles se recusaram a ajudar. Tudo bem que era Natal, estavam reunidos com a família. Mas custava sair por 5 ou 10 minutos para instalar um videogame e deixar uma criança feliz com seu brinquedo novo?

Ironicamente, esses rapazes cresceram, se casaram, tiveram filhos, compraram videogames para eles e… não souberam instalar. Adivinhe quem foi chamado para instalar esses consoles? Pois é, eu mesmo! Um Playstation One e um Nintendo 64. Eu poderia ter me vingado, mas isso não aconteceu. Na verdade eu já nem lembrava mais do episódio que acontecera há mais de 10 anos. Foi melhor assim. Pois, como dizia o Senhor Madruga: “La venganza nunca es buena, mata el alma y la envenena” 🙂

Mas naquele dia de Natal meu pai continuou tentando sintonizar e logo a imagem do Enduro apareceu na tela com todos os seus belos pixels. Primeiro em preto-e-branco, mas com o ajuste fino logo as cores surgiram. E aí foi só diversão, joguei o dia inteiro, até enjoar. Uma partida atrás da outra, as vezes cansava de jogar sério e brincava de emparelhar o carro com algum outro e apenas segui-lo até o fim do dia.

No dia de Natal normalmente nossa família ia na casa de uma de minhas avós, onde alguns outros tios também iam com suas famílias. Mas nesse ano foi a minha avó que veio para o almoço em nossa casa, então eu acabei podendo ficar no videogame quase o dia todo.

No dia seguinte, que era um sábado, meu pai saiu e voltou com dois cartuchos emprestados: River Raid e Decathlon. Lembro que de início não conseguimos jogar o Decathlon, demorou um pouco para eu perceber que precisava mexer o controle para os dois lados repetidamente. Lembro que primos e vizinhos vieram para jogar e chegamos a fazer competições no River Raid, jogando com dois jogadores e quem fazia menos pontos saia e dava lugar para o próximo.

Algum tempo mais tarde meus pais compraram uma TV preto-e-branco antiga para colocar no meu quarto e tirar eu e a molecada da sala, onde ocupávamos muito a TV. Alguns anos depois eles construíram uma edícula no fundo do terreno e TV e videogame foram para lá. Nos meus últimos tempos de Atari 2600 ela ainda foi trocada por uma outra TV Sharp, igual a da sala, mas um tanto mais surrada, e voltei a jogar Atari em cores!

Foram quase quatro anos em que o Atari 2600 foi meu único videogame. Naquela época jogos não eram tão caros, pois no Brasil eram quase todos não licenciados, então eventualmente meus pais me compravam algum cartucho. E eles eram encontrados em vários lugares: lojas de departamento, lojas de discos e fitas, lojas de fotografia e ótica, lojas de eletrônicos, etc. Ainda guardo aqui uma listinha de todos os cartuchos que tive, que fiz na época:

Minha antiga lista de jogos de Atari 2600

Minha antiga lista de jogos de Atari 2600

Meu primeiro cartucho além do Enduro foi um de dois jogos com River Raid e Fantastic Voyage da Genus. Em certo momento tive um cartucho com Ms. Pac-Man e Tapper, da J.F. Mas esse teve um fim triste quando emprestei para um vizinho, deu um temporal e uma descarga elétrica dizimou o console dele e o meu cartucho. O console foi consertado, o cartucho ficou com a mãe dele que disse que compraria outro igual para mim, mas isso nunca aconteceu.

Senti muita falta desses dois jogos. De Pac-Man só restou aquela primeira versão ruim que a Atari fez, que eu tinha em outro cartucho. Só fui ter e jogar o Ms. Pac-Man novamente uns 3 anos depois, e o Tapper infelizmente nunca mais tive. Só fui jogar de novo com os emuladores uns 10 anos depois, e agora com o Harmony Cartridge, que permite por os jogos em um cartão SD e jogar no console original.

Depois vieram cartuchos de 4 jogos da Dactar e AppleVision. Cartuchos de dois jogos da J.F. e Digivision. Também tive alguns cartuchos de apenas um jogo da CCE, que tinham aquelas capas com desenhos super bacanas que atiçavam a imaginação, e frustravam quando descobríamos que os gráficos do console estavam longe daquilo que o desenho mostrava.

Cartucho Mr. Postman do Atari 2600 - CCE

Cartucho Mr. Postman do Atari 2600 – CCE

Locadoras de jogos não existiam na minha cidade, mas era comum emprestar jogos dos colegas. Meu primo frequentemente emprestava algum cartucho no final de semana e trazia em casa para jogarmos. Na época ele tinha um Dactar, um dos clones nacionais do Atari 2600.

Meu Atari 2600 foi muito utilizado, tanto que passou por algumas manutenções: o console foi duas vezes para a autorizada para troca do compartimento de cartuchos. Com o tempo o compartimento começava a falhar e ao ligar o console só apareciam padrões estranhos e barulhos irritantes. Acho que as soldas do slot não aguentavam.

Os controles perdi a conta de quantas vezes quebravam a torre, como chamavam por aqui na época, ou alma, como vejo chamarem hoje. Curiosamente nunca quebraram na minha mão, era sempre algum colega mais ogro que estava jogando comigo que ficava com a torre do joystick numa mão e a base na outra, separados. Certa vez o técnico que consertava sugeriu uma torre de nylon, mais cara, na cor preta, e supostamente mais resistente. Aquela realmente não quebrou, mas ficou ruim com o tempo, falhando bastante em uma certa direção.

Por fim, até a caixinha comutadora de antena, aquela com as posições COMPUTER e TV acabou danificada, pois na TV preto e branco eu precisava ficar mexendo nela para alternar entre o videogame e o conversor de UHF (se você não sabe o que é, pergunte a seus pais), pois nativamente ela só tinha VHF. No lugar da caixinha comutadora quebrada meu pai comprou uma que dizia MASTER SYSTEM e TV, mas funcionava da mesma forma. Era um presságio de qual seria meu próximo console de videogame.

Chave Comutadora de Antena do Master System

Chave Comutadora de Antena do Master System

Meu último cartucho do Atari 2600 foi um de 16 jogos, com uma seleção muito boa: só jogão! Deu uma sobrevida para o meu Atari 2600, pois quando enjoava de um partia para o próximo.

Foi só lá em 1991 que o Atari 2600 foi deixado de lado, em favor de um Master System II da Tec Toy. Mas vou deixar essa história para outra ocasião. O Atari 2600 foi vendido alguns anos depois. Alguns cartuchos eu também vendi ou troquei por cartuchos de Master System e Mega Drive. Mas alguns estão comigo até hoje. Eis alguns dos sobreviventes:

Hoje muita gente desdenha o Atari 2600. Até mesmo alguns retrogamers olham torto para ele. Dizem que não envelheceu bem, que eram jogos muito simples, etc. Eu discordo! É claro que o sistema teve muito jogo ruim, mas os bons continuam desafiadores e divertidos. Posso ir da segunda à oitava geração de consoles em minutos, Playstation 4 num dia, Atari 2600 no dia seguinte e vice-versa, e me divirto com todas elas.

É claro que a nostalgia também tem seu papel nessa preferência, pois quando jogo Atari 2600 também lembro daqueles tempos, onde tudo era mais simples, as únicas responsabilidades eram ir pra escola, estudar e tirar boas notas. O sonho de muita criança na época era ter todos esses jogos para poder jogar na hora que quisesse, sem precisar devolver o cartucho. Hoje temos vários meios de jogar todos esses jogos, como quem acompanha o Skooter Blog sabe, mas o que falta é o tempo para jogar, com todas as responsabilidades da vida que agora tem prioridade. 🙂

E você? Tem alguma história memorável de seu primeiro videogame? Conte aí nos comentários.

Nota sobre o texto:

A ideia de contar essas histórias aqui no blog surgiu após eu ler o livro Muito Além dos Videogames: Memórias de um jogador, de Luiz Miguel de Souza Gianeli. Em dezembro o Luiz Miguel entrou em contato e perguntou se eu gostaria de escrever uma crônica para seu novo livro, que deve ser lançado em breve. Na época eu fiquei de tentar lembrar de alguma história que valesse a pena contar, e algum tempo depois me veio a ideia desse texto que você acabou de ler. Mas não consegui conta-la dentro do prazo, pois estava com alguns prazos inadiáveis no meu trabalho que estavam tomando também o meu tempo livre e até minhas férias.

Recentemente terminei de ler o segundo livro de videogames do Luiz Miguel, o Muito Além dos Videogames: Crônicas dos Meus Amigos. Inspirado pelas histórias que li, resolvi finalmente escrever esse texto para vocês aqui no blog e, quem sabe, ele não entre no quarto livro do Luiz Miguel. Eu sei que ele quer fechar a trilogia com o terceiro livro, mas no final do segundo ele também disse que aquele seria o último livro dele de videogames. Então talvez ele mude de ideia novamente e os livros virem uma série. 🙂

Acho muito bacana o trabalho dele com evangelização e videogames. Fiquei um tanto chateado certa vez que minha igreja fez um “acampadentro” com os jovens e adolescentes e programou um campeonato de culinária e outro de videogames. Eu não participei, pois já não sou jovem e muito menos adolescente, mas fiquei sabendo depois que cancelaram o campeonato de videogames e fizeram só o de culinária. Veio alguma ordem dos líderes para cortar os videogames. Achei bem lamentável.

É importante que pastores tenham a visão de que videogames não são “do mal”, são apenas ferramentas que podem ser usadas das mais diversas formas, edificantes ou não, assim como música, como filmes, como qualquer outra arte. Um campeonato pode causar rivalidade? Algumas pessoas podem se exceder? Isso também acontece nos jogos de futebol de casados versus solteiros dos acampamentos. Certa vez vi um belo sermão de um pastor de fora em um acampamento, que usou como exemplo o comportamento de alguns durante o jogo de futebol do dia anterior, se esquecendo de que eram cristãos e amigos fora do campo. Foi uma lição para todo mundo.

Quando eu era criança meus pais sempre me levavam aos cultos. Nem sempre eu ia contente, as vezes eu ia meio contrariado, as vezes ia porque eles passavam na locadora de jogos da cidade vizinha no caminho (já na época do Master System). Pegava dois jogos na sexta a noite, antes do culto, e devolvia só na segunda. Aí eu passava o culto ansioso para chegar em casa e poder jogar os cartuchos que eu tinha escolhido. Quando dava sorte deles ainda terem os manuais, eu aproveitava para lê-los durante o culto.

Mas no final todas essas coisas cooperaram para o bem. Mesmo que desatento eu estava ouvindo a palavra. De certa forma os videogames me ajudaram a seguir no caminho certo. Como disse Salomão: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22:6). Dessa forma admiro bastante o trabalho do Luiz Miguel, que com sabedoria se utiliza também dos videogames como ferramenta para ensinar o caminho em que as crianças e adolescentes devem andar, e ainda nos traz aquelas ótimas histórias com as quais nos identificamos e nos trazem tantas boas recordações.

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Em 1986 meu irmão ganhou um Atari 2600 da Polyvox igual ao seu modelo (fonte interna, joysticks destacáveis e o Enduro). Esse Atari tenho ainda hoje com a caixa ( bem mais surrada que a sua ). É curioso como essas histórias se repetem com algumas diferenças ( troca dos cartuchos entre amigos e vizinhos, as mentiras dos mais velhos só pra se livrarem das perguntas dos mais novos, a negociação com os pais para não alugar tanto tempo a única TV da casa e algum cartucho que não voltou porque a pessoa estragou ou perdeu ). Parabéns pelo Skooterblog!

Muito bacana a introspectiva sobre o Atari. Ganhei o meu mais cedo, lá por 1984, quando tinha uns 8 anos. Foi um console memorável. Mais tarde, quando comprei meu turbogame (NES/Famicom) eu fazia esse mesmo tipo de lista, inclusive guardei a agenda onde tem elas, e estou tentando recomprar cada um desses jogos, apesar de não ter mais o turbogame que doei, tenho um NES com MOD RGB hoje, e posso aproveitar os jogos antigos. Meu Dactar, no entanto, ainda é aquele mesmo, que eu e meu falecido irmão, ganhamos lá em meados da década de 80. Sobre os jogos, não é que eles envelheceram mal, é que eles são um tipo, competição para ver quem fez mais pontos, que requer um grupo maior de pessoas jogando, o que nos dias de hoje, em que as pessoas preferem jogar online a se agrupar em uma casa de amigo, é muito menos comum. Assim, cada um joga em torno de 2 minutos e depois fica vendo outros jogarem por um tempo, o que faz ser bem menos chato jogar. Claro que tem alguns poucos jogos, como Pitfall 2, que até hoje podem ser jogados solo sem problema, mas são raros. Outra… Ler mais »

sfr

Meu irmão também ganhou em 1986 e foi o primeiro videogame de casa. Antes meu pai quando solteiro teve um Telejogo mas só tomei conhecimento muitos anos depois quando minha tia, irmã do meu pai mudou de casa e na mudança apareceu o console mas estava quebrado e nem lembro que fim deu. O Atari também era Polyvox com fonte externa, dois controles destacáveis e acompanhava um jogo, acho que era Missile Command. Durou uns 8 anos e depois meu irmão jogou fora. Triste porque acredito que tinha conserto mas na época poucos faziam manutenção em videogames. Lembro na época de jogar bastante e era muito divertido!!! Lembro em 87 de quebrar o braço direito e nem por isso parei de jogar. Segurava o controle com a mão esquerda e o manche com o direito que estava engessado rsss. As vezes doia um pouco mas deu pra jogar. Hoje só ficou na lembrança e não tenho interesse em possuir o console, só peguei Mega e Snes. Pra matar a saudade as vezes jogo no emulador mesmo…

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